09 setembro 2016

E ainda agora começaste...


Setembro começou da melhor maneira possível. Dois grandes desafios. Uma palestra para uma equipa extraordinária. Um (re)encontro sem limites com pessoas para lá de “fantabulásticas”. Foi um sábado longo… e ainda bem. Ainda bem, porque as coisas boas querem-se demoradas, sentidas e partilhadas. Querem-se vividas com intensidade, numa relação onde o dar e o receber se desafiam em modo exponencial até que não seja necessário mais nada para além da simples presença, do olhar profundo e do sorriso estampado no rosto. Partilhar faz-me tão feliz e tão presente que naqueles breves momentos (ou horas que sejam) parece que nada mais existe no mundo a não ser “nós” (eu e os que ali estão comigo). Há anos que ouço dizer que quando fazemos o que gostamos isso não é trabalho… e à medida que o tempo passa, tenho consciência de que começo a viver esta afirmação na integra, o que me faz sentir muito privilegiada e grata. Poder ajudar, motivar, facilitar processos de mudança, poder partilhar o que acredito ser verdade e possível de se concretizar, poder criar condições para que outros também possam fazer a sua caminhada de forma mais consciente é algo que me preenche intensamente e me faz feliz. E sábado tive outra oportunidade de o fazer no mundo empresarial. Adoro comunicar e para empresas o desafio é sempre mais peculiar. A minha dedicação e empenho são os mesmos mas tenho sempre de lhes lembrar que antes de “empresa” somos “pessoa” e que o todo é sempre composto pelas partes. (É tão fácil embrulhar-mo-nos nos papeis e esquecer a essência…) A boa notícia é que a linguagem do coração todos entendem e tudo transforma!


Sinto-me agradecida à administração da OFORSEP pelo convite e a cada um dos presentes, que me acolheram de mente e coração aberto, pela coragem e perseverança com que se atreveram a percorrer duas horas de um caminho cheio de aventuras, partilhas e muitas (auto)descobertas. Como vocês dizem “o desafio não serem grandes é serem os melhores” e isso já é vosso.



(Imagens gentilmente cedidas pela OFORSEP)

E como se isto não bastasse para me encher o coração, a tarde brindou-me com o abraço e as gargalhadas da tal “gente doida” que eu tenho o privilégio de ter na minha vida. (Caramba, que tarde e noite tão bem vividas!) Gosto destes momentos sem pressas, em que só conta quem está e como está, e gosto (muito) de ver os meus filhos no meio desta confusão toda. Descalços, ele de fralda à mostra, ela a “infiltrar-se” nas brincadeiras e a marcar presença. Quero que eles gravem estas imagens no coração. Quero que percebam o valor da amizade, da partilha, do abraço e do sorriso. Quero que eles aprendam a dar-se sem reservas e a viver cada instante com a intensidade de quem sabe quem é e o que realmente importa na vida. Às vezes já lhe vou falando disso (à mais velha) mas o que eu quero mesmo é que ela sinta a vibração e aprenda a escutar com o coração a música da amizade.
Quanto a vós, amigos meus, agradeço o carinho, os mimos, a boa disposição e a confiança. Agradeço pelo facto do tempo que passou apenas ter reforçado o que nos une. E, conhecendo-me como vocês me conhecem, sabem bem que este sentimento se estende aos que não puderam estar presentes. Neste dia, o meu coração e o meu pensamento deram um saltinho por Inglaterra, Suíça, Alemanha e Suécia… mesmo longe vós estais perto! E agora ocorre-me a canção do último acampamento que fiz convosco… aquela que vos dediquei e que continua a resumir o que sois para mim:

Um amigo é um bem, um tesouro que se tem,
São as luzes das estrelas, que nos guiam mais além.
São momentos bons e maus, nesta estrada percorrida,
E digo mais, não vos trocava por nada desta vida.

E talvez um dia, chegue a hora do adeus,
Deixar-vos-ei com pena, amigos meus,
Mas mesmo longe, vós estais perto, ao pé de mim,
Pois entre amigos é assim.

Um amigo é um irmão, nosso pensar, nossa mão.
Meus amigos que estão aqui, para vós canto esta canção.
O tempo voa neste instante, e já estamos de partida,
E digo mais, não vos trocava por nada desta vida.


Sabes, setembro, continua generoso que eu vou fazer a minha parte!


01 setembro 2016

Gente doida


Gosto muito de gente doida! Gente boa que ri e faz rir, que se dá por inteiro, que fala alto e abraça intensamente. Gosto de gente que faz do som de uma boa gargalhada a banda sonora da sua vida. Gosto de gente que é feliz. (Não. Não é de gente com vidas perfeitas… é de gente comum, com vidas comuns, que se faz feliz com o que tem e como o tem). Perco-me nas suas conversas, nas histórias que partilham e na forma como as partilham. Encanto-me com o brilho dos seus olhos e vibro com a alegria das suas emoções. Curiosamente, são gente comum que se faz extraordinária pela autenticidade com que vivem e dão testemunho dessa vivência. Sou uma privilegiada porque tenho gente doida (muito doida) na minha vida. Dizem que recebemos em dobro aquilo que damos… mas acho que recebo muito para lá desse dobro. Não sei se conhecem gente doida (como a minha) mas esta pessoas têm o dom de parar o tempo, de transformar uma lista de compras em horas de boa disposição e partilha plena. Com elas os momentos eternizam-se e o comum transforma-se em único e especial. Chamo-vos "gente doida" com o maior carinho do mundo e porque  para mim "doido" é mais do que aquele que perdeu a razão, é acima de tudo aquele que é extravagante na forma de amar, de ser, de estar. É aquele que é contente. É aquele que "é dominado de um sentimento muito forte" e vocês são... são dominados por uma paixão e amor gigantes à VIDA e a tudo que ela tem de bom!

Caramba, como gosto de vos ter por perto!

30 agosto 2016

Entre o SER e o SERMOS


Somos um ser relacional e isso é fascinante! Podemos procurar tornar-nos a nossa melhor versão, podemos ter sonhos, definir planos e por em prática ações extraordinárias para os alcançar, podemos fugir para o nosso mundo ou infiltrar-nos no mundo lá fora… não interessa o que façamos, a verdade é que tudo ganha novo sentido, novas perspetivas, novas possibilidades quando nos relacionamos com os outros. O “eu em primeiro lugar” faz todo o sentido, e é por aí o caminho da mudança, da aceitação e do perdão mas só quando agimos no mundo real em relação com os outros é que tudo isto se concretiza, tudo adquire o verdadeiro colorido que torna a vida tão boa de se viver! E a amizade faz-nos bem. Liberta-nos da correria do dia a dia e expande a nossa capacidade de SER e de ESTAR. E mesmo que existam coisas e coisinhas que gostamos menos, a verdade é que se relativizarmos e reduzirmos tudo ao essencial a felicidade está lá e o que realmente importa é esta capacidade mágica de sorrir e fazer sorrir quando estamos entre amigos.



28 agosto 2016

Quando os dias são quentes, longos e cheios


Recebi agosto de braços abertos e com um sentimento de dever cumprido fantástico. A vida tem os seus dias e eu não sou exceção. O nascimento do pequeno, o meu regresso a uma forma mais formal de trabalho, os desafios de uma miúda de 4 anos, que nos convida (constantemente) a sair da zona de conforto e a procurar SER mais e melhor para dar testemunho do que é verdadeiramente importante, os sonhos que sussurram da gaveta por um lugar privilegiado no placo da vida, os passatempos que ganham novas cores, rostos e formatos e a mudança interior que é necessária para lidar com tudo isto e continuar a sorrir têm ocupado os meus dias e sido o fio condutor das minhas ações e intenções! Acreditar que é uma fase de transformação positiva e irreversível é o pensamento dominante.
Julho foi o mês de todas as superações. Dos desafios profissionais e das conquistas pessoais. Dois projetos entregues, a apresentação de um evento fantástico com pessoas para lá de extraordinárias, sessões fotográficas de pré-mama, recém-nascidos e de família, cafés e conversas fiadas com pessoas que tenho o privilégio de ter como AMIGOS, uns dias além tejo com quem me faz (sempre) muita falta e onde me sinto em casa e finamente uma semana completa sozinha sobre um “trapézio sem rede”!!! Pelo meio celebramos (a quatro) duas mãos cheias de uma vida que escolhemos viver juntos, uma vida que vamos criando acreditando que é possível percorrer um mesmo caminho mantendo e respeitando a singularidade que faz de cada um de nós quem SOMOS. Celebramos o nosso Portugal Campeão da Europa em plena Avenida dos Aliados e saímos da zona de conforto para uma manhã de patinagem.
Coisas simples que me fazem perceber que o caminho se faz andando e que é pelo caminho que vamos conhecendo a nossa força e conquistando a nossa liberdade.


Sessões Fotográficas











 




Momentos



 



 Mais momentos em Instagram @simply_inside


Apresentação Coaching Awards







Depois, eis que chega agosto. De mansinho, sem pressas, e com muitas promessas no calor e na longevidade dos dias. O coração bate mais forte e os braços estendem-se para acolher quem chega e o que chega e as mãos abrem-se para largar o que pesa. Para avançar é preciso praticar o desapego, é preciso praticar a aceitação do que vai e do que vem, é preciso agradecer e mesmo sem compreender acolher, porque tudo tem uma razão para acontecer mesmo que pareça não fazer sentido nesse momento. Relativizar e deixar fluir são os verbos de eleição, numa equação em que a soma das parcelas pode exceder o resultado previsto. Rumar a Sul equilibra tudo. E os dias correm sem pressa num andar livre e seguro de si. Faz-me bem. Sinto-me em casa. Dentro do possível é tempo de (re)conectar, de (re)equilibrar, de (re)encontrar… Se olharmos ao redor percebemos o quão privilegiados somos e agradecemos cada minuto deste presente que é a vida. “Não deixes nada por fazer, nem nada por dizer” entoa incessantemente e a vibração transforma pequenos gestos em grandes gestos, pequenas partilhas em longas conversas, simples sorrisos em simpáticas amizades, reencontros em encontros com nós mesmos e atitude a atitude tudo ganha nova cor e dimensão. E assim, num ritmo tão seu, agosto vai avançando mantendo as promessas de dias cheios de emoção e superação, num balançar de certezas e incertezas que nos desafiam a avançar para onde somos ainda mais felizes.
  










02 junho 2016

Tu sabes


Queres sempre mais. Sabes que podes e acreditas que consegues. No íntimo, naquele lugar que só tu conheces e só sabes como lá chegar, TU SABES! És livre. Voas à altitude que te apetece e segues a direção que te cativa…. e nem o céu com a sua imensidão é capaz de te prender, porque tu ÉS mais e tu ÉS maior.

Nesse lugar que é só teu TU SENTES o bater do coração e ESCUTAS a sua voz… e é tudo tão perfeito, tão harmonioso. Quando esqueces os “mas” e os “ses” permites-te ir mais além, deixas-te levar pelo sonho e consentes que o teu “eu” brilhe. É fácil. Ainda que com os olhos bem abertos situa-te lá, naquele lugar que só tu sabes e onde tudo é possível, e age… age com a naturalidade de quem sabe quem É e o que quer. Segue em frente. Segue com a delicadeza de uma bailarina que agilmente rodopia sobre si mesma. Segue. Segue com a certeza de quem tem em si todas as respostas, de quem sabe que no momento certo tudo se resolve, tudo se encaixa.

08 abril 2016

Entre o coração e a razão


Quando comecei com o blogue uma das coisas que escolhi partilhar foi registos fotográficos feitos por mim. Era uma forma de me comprometer com uma paixão antiga que sempre foi sendo posta de lado e deixada perdida no baú das crenças… “isto não é para mim”, “não tenho jeito”, “não é conciliável”… desde então muita coisa mudou… inclusive, a minha crença.
Para mim cada imagem conta uma história, regista um momento, partilha as emoções contidas nessa história e nesse momento! A Fotografia permite-me ver tudo o que me rodeia com outros olhos, com foco no momento, no presente. Permite-me criar, recriar e contar as minhas próprias Histórias. Quando fotografo esqueço o mundo porque me ligo a ele. Somos um e isso liberta-me do tempo, das circunstâncias, dos julgamentos. No limite, a fotografia permite-me captar o que é invisível aos olhos porque quando a conexão é integral até a alma pode ser eternizada. Fascina-me a autenticidade, o detalhe que é único, o sorriso rasgado e a gargalhada solta ao vento. Cativa-me a simplicidade dos gestos, das expressões, a cumplicidade. Desafia-me captar a essência e eternizar a felicidade, que acredito viver dentro de cada um de nós. E acima de tudo faz-me ainda mais feliz.

Esta paixão antiga já me presenteou com muitas alegrias, mas no fundo do meu SER eu sei que o melhor ainda está para chegar.

Hoje, melhor do que nunca, acredito que devemos ESCUTAR O CORAÇÃO PARA DESPERTAR e USAR A RAZÃO PARA CONCRETIZAR. E, com a mesma certeza que a Mariza, canto para mim mesma: “Hoje a semente que dorme na terra e se esconde no escuro que encerra, amanhã nasce uma flor”.

06 abril 2016

Leva-me, que eu deixo-me levar...


Abril chegou de mansinho, sem grandes novidades mas com uma mão cheia de coisas boas.
É o mês das águas que se querem límpidas e capazes de lavar, purificar, fertilizar; das águas que trazem vida e cor. Para mim será sempre o mês da mudança, do sonho tornado realidade, da aventura que se iniciou para abraçar eternamente. Dizem que o primeiro de abril é das mentiras mas para mim será sempre o da descoberta da verdade, aquela que até hoje mais me transformou. Desde então já passaram 5 anos… mas se fechar os olhos vejo e sinto o momento como se fosse agora. Foi no dia 1 de abril que confirmei o que o meu coração teimava gritar e a minha razão calar… estava grávida, contra todas as previsões, e após 3 anos de um profundo desejo… a manhã do dia das mentiras revelava a verdade mais desejada. Por isso, para mim, abril traz consigo a esperança, a confiança, a certeza de que no fim tudo acaba bem. Abril traz consigo o renascer da vida e a chave de todas as possibilidades. E é assim que eu quero que seja.
Muito tem sido semeado. Muito tem sido pensado, desejado, trabalhado. E devagarinho, sem pressa, porque a pressa pode ser demorada, as coisas vão ganhando forma, as ideias ganham vida e cada pedacinho dessa vida traz ao colo pedacinhos e mais pedacinhos de felicidade. Sei que ainda não cheguei onde quero chegar mas também sei que já estou muito longe do sítio onde comecei… anda abril, anda de mansinho e levar-me para onde eu quero estar.