18 junho 2015

Quando foi que cresceste?!


  
Cheguei com o coração apertadinho de saudades. Sei bem que foram apenas 2 dias e meio sem a ver mas o meu coração ansiava por ela. Queria tanto abraçá-la e dizer-lhe (para o caso de se ter esquecido) que a amo, que estou sempre com ela, que somos as melhores amigas do mundo (como ela costuma dizer…). Estava a dormir. Coincidência ou não despertou nesse instante. Subi e fui ter com ela ao quarto. Pensava que era a avó e nem se mexeu… “olá princesa!”. Destapa-se surpreendida. De braços estendidos e com um sorriso de canto a canto diz-me: “chegaste mamã”. Abracei-a num daqueles abraços sem tempo, sem medida e ela correspondeu a cada um daqueles instantes.
Nesse momento olhei-a como nunca o tinha feito… e a minha cabeça foi invadida por uma série de questões, que rodopiavam, num looping desenfreado: “o que te aconteceu minha pequena?! Como ficaste deste tamanho?! O que é que aconteceu nestes dias?!”

Estás enorme, linda e enorme. As tuas mãos gordinhas acariciavam-me. A tua cara pareceu-me mais madura e mais segura de si do que em qualquer outro momento. Os teus braços firmes capazes de me sugar para ti. Os teus olhos… esses teus olhos grandes e de olhar profundo fizeram-me chorar num misto de felicidade e de nostalgia pelos abraços, beijos e brincadeiras que ainda não demos nem fizemos. Amo-te tanto. Já tinha percebido que me estás a fugir por entre os dedos mas neste dia vi para além do que tinha visto até agora. Continuas a chamar-me Branca de Neves, continuas a querer brincar às princesas e às bailarinas, continuas a reclamar a minha presença na hora de dormir, continuas a esquivar-te para a nossa cama, como se não soubesses sequer como ali vais parar… mas estás enorme, autónoma e senhora do teu nariz!


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